domingo, 30 de agosto de 2009

O lixo que está na gente

Quem eles são? Dikki e Egeu.
Por que eles são interessantes? Porque eles estão dispostos a saírem da sua realidade para enxergarem o mundo.

“...Vou jogar fora no lixo,
vou jogar fora no lixo,
jogar fora no li ih ih ih xo!...”

Sandra de Sá. Joga Fora.

As personagens

Dikki e Egeu são amigos há algum tempo. Dikki é um cara centrado, organizado, estudioso e que se dá bem na maioria das coisas que faz. Egeu é um garoto extrovertido, falador, conversa fácil, conquista as pessoas com o bom humor. Juntos, quem diria, uma dupla inseparável. Eles enxergam o mundo de uma forma parecida, talvez seja isso. E eles sabem que não são centro dele, e sempre se tem muita coisa a aprender com as pessoas.

A História

Dikki e Egeu estudavam juntos, até aí tudo bem. Eram daquelas duplas que fazem todos os trabalhos juntos, que gosta de experimentar e ir além do que propõem os professores. Um dia, uma professora pediu um trabalho que mudaria a vida da dupla. Eles tinham que viver uma experiência qualquer, documentá-la e descrevê-la para a turma.

O trabalho era em grupo, e o grupo dos dois não tinha tido nenhuma ideia brilhante. No máximo uma ou outra divagação mirabolante, dessas de brainstorming, que nunca dão em nada. Mas daquela vez dariam em bastante coisa.

A ideia? Viver uma experiência como garis. Isso mesmo, garis. E com tudo o que a experiência implicasse. Roupas de gari, subidas no caminhão, corridas para pegar as sacolas de lixo. Uma verdadeira viagem.

Impossível? Talvez. Eles precisariam de uma autorização do meio que regulamenta a coleta de lixo na cidade. Uma ligação, e pronto. Estavam autorizados. E lá ia a dupla viver aquela experiência que com certeza mudaria muita coisa.

Lixo orgânico. Pessoas porcas. Ruas sujas. Histórias dos garis. Cacos de vidro. Segurança? Acho que não. Nunca fora tão fácil entender como a população arruinava sua própria cidade.

Lixo reciclável. Uma aventura. O caminhão corria veloz e a forma de se prender a ele não era das mais confiáveis. E como eram poucas as pessoas que reciclavam lixo. A maioria, bastante educada. Ali, também, os dois descobriram que não adianta nada separar o lixo, porque ele acaba se misturando no caminhão.

Lixo hospitalar, um grande trauma. Como era possível existirem pessoas trabalhando com aquilo? Bastante mal estar, luvas nas mãos (muito embora os garis não as utilizassem). Fim do passeio. Para os dois, estava de bom tamanho.

O que eles tiraram da experiência? Nunca mais verão o lixo da mesma forma. Nunca mais reclamarão do trabalho que têm. E, principalmente, darão mais valor a esta profissão tão marginalizada.
__________
Gostou? Quer se transformar em um personagem também?

Mande um e-mail para historiacolorida@yahoo.com.br falando um pouco sobre você e qual história gostaria de ver contada aqui numa versão um pouco mais mágica. Sua identidade será preservada por um codinome.

Vai ser um prazer conhecer você!

sábado, 29 de agosto de 2009

Tudo termina em pipoca

Quem ela é? Gihyora.
Por que ela é interessante? Porque ela conseguiu descobrir que a decepção é um aprendizado.

“I'm tired of boys who make me cry,
they cheat on me and they tell me lies…”

The Hazzards. Gay boyfriend.

A Personagem

Gihyora é daquelas peças únicas, que se não existissem, precisavam inventar. Animada, divertida, um coração tão grande que era incapaz de negar o que quer que fosse a alguém. Não gostava de causar mal estar, não gostava quando não entendiam seu ponto de vista e fazia sempre questão de deixá-lo bem claro. E, como não poderia deixar de ser, gostava de namorar, às vezes, embora não fosse a garota mais sortuda do mundo para isso.

A História

A história de hoje começou numa balada e terminou numa sessão de cinema com direito a pipoca, mesmo que isso nem sempre signifique um final exatamente feliz, como vocês poderão observar.

Balada normal, de universitário, daquelas com gente bonita, bebida liberada, pessoas de todas as tribos e um ou outro beijo na boca. Gihyora as adorava. Frequentava todas que podia. E lá estava ela nesta também, sempre na companhia dos amigos, que cultivava.

A caneca de cerveja se esvaziava e enchia com a mesma velocidade que ela cumprimentava as pessoas na festa. Parecia conhecer todas. Depois de um tempo, as coisas começaram a ficar mais interessantes, e a festa mais animada. A caneca continuava em seu processo.

Ninguém sabe ao certo como ela e Iros começaram a se beijar. Ela mesma não saberia explicar no dia seguinte. O fato é que, pouco depois daquela noite, estavam namorando.

Era um namoro comum, pizzaria, casa dela, casa dele, saída com os amigos, rotina. O mal de todos os relacionamentos amorosos acometeu também aquele casal. E, depois de algum tempo de rotina, Iros tocou a campainha de Gihyora, que assistia a um filme na TV comendo pipocas. Eles terminaram.

Terminaram amigos, como, aliás, todo casal deveria terminar. Pouco a pouco, as coisas foram voltando ao normal na vida de Gihyora, que voltou a frequentar festas, voltou a se divertir e ver gente beijando na boca, inclusive seu agora ex-namorado. E na boca de um outro garoto.

Um pouco frustrante? Sem dúvida, para ela também foi. Mas, como já dito, ela tinha um coração enorme. Por mais difícil que fosse, ela sabia que Iros não seria feliz de outra forma, e que ela não havia conseguido perceber.

A decepção, de vez em quando, ainda incomoda Gihyora, que às vezes sente um pequeno complexo. Mas logo ele desaparece. Ainda há muitas festas, muitos encontros, muitas canecas de cerveja e muitos beijos na boca para que ela desperdice seu tempo com esses pensamentos.
__________
Gostou? Quer se transformar em um personagem também?

Mande um e-mail para historiacolorida@yahoo.com.br falando um pouco sobre você e qual história gostaria de ver contada aqui numa versão um pouco mais mágica. Sua identidade será preservada por um codinome.

Vai ser um prazer conhecer você!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Opções

Quem ele é? Mitro.
Por que ele é interessante? Porque ele descobriu que nunca é tarde para mudar.

“...se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
que tudo era pra sempre sem saber
que o pra sempre sempre acaba...”

Cássia Eller. Por enquanto.

A Personagem

Mitro era um garoto de personalidade forte. Argumentos para qualquer situação, durão mesmo, difícil de dar o braço a torcer. Era do tipo de cara que fazia poucos, mas fortes laços de amizade. Não fazia questão de ser político, era bastante sincero com relação ao que sentia. Mitro também tinha uma certa dificuldade de mudar, qualquer que fosse a mudança. Aprontava das suas, com certeza. Mas era esperto. Sabia fazer as coisas acontecerem à sua maneira.

A História

Mitro vinha de uma família que pareceria, a qualquer um que conhecesse, um lar, sólido e bem estruturado. E talvez alguns anos atrás até tenha sido. Situação financeira estável, tinha o que queria ter e acreditava viver feliz. Até que começaram a aparecer dificuldades.

A primeira delas foi a demissão do pai. Excelente funcionário, amigo de todo mundo, sofreu um acidente e acabou ficando inválido. Um tombo grande, que abalou as estruturas da família.

O pai era do tipo ativo, que gostava de sair, de tomar cerveja com os amigos, e de repente se via incapaz de fazer o que mais gostava. Em casa, foi pouco a pouco definhando. Definhando o corpo e a mente.

Aquele que antes era simpático, um exemplo a ser seguido, começou a se entregar. Não saía mais de casa, ficava todo o tempo reclamando da sorte. E começou a descontar sua raiva da vida em Mitro.

No começo, ele entendia perfeitamente. Tudo era culpa do acidente e rapidamente iria passar. Não passou. Piorava a cada dia. E ele tentava, a todo custo, ajudar o pai a voltar a gostar de viver. Mas não tinha sucesso nunca. E ele não podia interferir na decisão do pai.

A família, aos poucos, foi desmoronando. Ele definitivamente não tinha mais um lar. O pai e a mãe brigavam todo o tempo, e no pouco tempo que ele estava em casa, brigavam com ele também. Ele começou a se chatear de verdade.

A oportunidade de mudar veio. Não seria uma mudança fácil. Ele iria sair de casa. Sozinho e ganhando pouco dinheiro. Pela primeira vez na vida, a vontade de mudar foi maior do que a força do comodismo. E foi.

O que aconteceu foi que, aos poucos, as coisas estão se ajeitando para Mitro. De vez em quando ele visita os pais, que continuam brigando por opção. Mas com ele, pelo menos, as coisas haviam melhorado consideravelmente.
__________
Gostou? Quer se transformar em um personagem também?

Mande um e-mail para historiacolorida@yahoo.com.br falando um pouco sobre você e qual história gostaria de ver contada aqui numa versão um pouco mais mágica. Sua identidade será preservada por um codinome.

Vai ser um prazer conhecer você!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Olhares proibidos

Quem ela é? Orifah.
Por que ela é interessante? Porque ela está disposta a se arriscar para viver uma aventura.

“…vou espalhar meu amor por aí,
e ai de você se entrar na minha frente!
Hoje à noite eu só quero é me divertir...”

Seu Cuca. Já que você não me quer mais.

A Personagem

Orifah é uma garota interessante. Tem personalidade forte, fala o que pensa e, principalmente, faz o que acha que deve fazer. Não que passe por cima dos outros, apenas não deixa que eles controlem sua vida. E consegue assim mesmo passar uma imagem excelente aos que têm a oportunidade de conviver com ela. É alvo de comentários, sem dúvida. Alguns deles invejosos. A maioria, na verdade, fica admirada.

A História

A história de hoje ainda está na cabeça de Orifah como uma de suas noites mais divertidas. Para que isso acontecesse, ela simplesmente quebrou as regras. Quase todas, diga-se de passagem.

A festa era de gala e ela era uma das poucas que usava vestido curto. Fazia frio. Ela se permitiu beber bastante, e isso fez com que começasse a enxergar outros ângulos do lugar. Abandonou a roda de amigas e foi andar um pouco sozinha.

Entusiasmada, ela não deixava de dançar animadamente, sempre com a garrafa na mão. Aos poucos, começou a atrair olhares, que ela não retribuía. Ela só queria se divertir. Até que ela avistou Jyu. Mas ele era fruto proibido, mesmo que ela ainda não soubesse.

Tudo de repente ficava interessante. Jyu fazia bem o tipo de Orifah, e ela resolveu retribuir pela primeira vez a um olhar. E deu as costas logo depois. Ele a seguiu. Quando ela notou, pareceu gostar bastante do que estava vendo e se afastou ainda mais.

Quando já estava distante do barulho da festa, começou a andar mais lentamente, para que ele a alcançasse. E não demorou muito. Para o espanto de Orifah, Jyu a havia seguido para anunciar o interesse de um amigo nela. Mas era Jyu quem ela queria.

Por um instante, pensou. No seguinte, justificou a negativa com máxima sinceridade. Jyu, desconcertado, revelou seu compromisso. Àquela altura, ela não podia mais se importar. Os dois se beijaram. E as coisas não pararam por ali.
__________
Gostou? Quer se transformar em um personagem também?

Mande um e-mail para historiacolorida@yahoo.com.br falando um pouco sobre você e qual história gostaria de ver contada aqui numa versão um pouco mais mágica. Sua identidade será preservada por um codinome.

Vai ser um prazer conhecer você!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Toda derrota deve ser comemorada

Quem ela é? Tyla
Por que ela é interessante? Porque ela percebeu que ser derrotada poderia fazê-la muito mais forte.

“…It's much better to face these kinds of things
with a sense of poise and rationality…”

Panic! at the Disco. I write sins not tragedies.

A Personagem

Tyla era uma menina exemplar. Espontânea, comunicativa, inteligentíssima. Uma carreira brilhante pela frente. Bem relacionada, bem intencionada. E humilde. Tipo de pessoa em extinção hoje em dia. Para ela, tudo era motivo de comemoração e festa. E como sabia festejar! Gostava de estar entre amigos, se sentia bem e confortável entre eles, e sabia que com eles poderia crescer sempre.

A História

Com um currículo tão brilhante e uma personalidade tão marcante, Tyla não colecionava muitas derrotas em sua vida. Batalhas, algumas. Derrotas, ainda não. E lá estava ela indo para mais uma de suas batalhas, talvez a mais difícil da carreira até então.

O concorrente? Plyde. Um cara inteligente, não havia como negar. Mas talvez um pouco menos estruturado do que ela estava para aquela batalha. Plyde era mais conhecido, mais popular na disputa e queria uma conquista que, vista a olhos leigos, era mais prestigiosa que a de Tyla.

Acontece que as chances de Tyla ser bem sucedida dali em diante eram visivelmente mais concretas. Mas talvez não fosse tão visível assim. Plyde se apresentou, falou de suas conquistas anteriores. Falou bem, mas faltou conteúdo.

Tyla foi completa. Estratégica. Inteligente e simpática como sempre era. Respondeu a tudo o que foi perguntado. E agora era finalmente a hora do confronto. Faltou esclarecerem, vejam só, o tamanho da dificuldade que Plyde encontraria para se dar bem caso fosse o escolhido.

E Tyla perdeu. Realmente, política é coisa de gente que pensa. E todo mundo tem que votar no país, muito embora nem todo mundo pense. E o ciclo vicioso segue, como no dia em que elegerão robôs para Chefes de Reportagem.

Mas robôs não entendem de comunicação. Mas quem se importa? O importante é que Tyla não se abalou. Aproveitou a derrota para comemorar. Comemorar, sim. Ela sabia que o que a esperava ia muito além daquela derrota.
__________
Gostou? Quer se transformar em um personagem também?

Mande um e-mail para historiacolorida@yahoo.com.br falando um pouco sobre você e qual história gostaria de ver contada aqui numa versão um pouco mais mágica. Sua identidade será preservada por um codinome.

Vai ser um prazer conhecer você!

domingo, 23 de agosto de 2009

O susto na montanha

Quem ela é? Djore.
Por que ela é interessante? Porque ela vive de acordo com o que seu coração pede.

“…I've had nowhere to go,
missed the bus, missed the show.
I've been down on my luck,
I've felt like giving up.
My life locked in a trunk
when it hurt way too much…”

Nelly Furtado (participação: Juanes). Te busqué.

A Personagem

Djore é uma garota tranquila, simpática e muito atraente. Com as amigas com as quais tem mais intimidade, mostra uma personalidade mais irreverente e descontraída. Para quem não conhece, parece levemente tímida. Para sua família, uma incógnita. Ela não tem um relacionamento de amizade com as pessoas em sua casa a ponto de permitir que elas a conheçam de verdade. Ela tem medo que não gostem do que descobrirão.

A História

Djore, como já dito, é bastante intuitiva, e costuma agir de acordo com o que sente, e não conforme pensa. A história de hoje é uma aventura que nossa protagonista escolheu viver, e que não teve o final que ela esperava.

Djore tinha um namorado, Litted. Seus pais, obviamente, não sabiam do romance. Litted era um cara mais velho, quase formado, com quem ela se sentia segura e protegida e pretendia quem sabe dividir o futuro.

Normalmente, eles se encontravam na casa dele, um lugar pequeno, mas aconchegante, onde Litted morava sozinho. Um dia, porém, ele fez um convite inusitado: queria passar um fim de semana com ela, longe de tudo e de todos. Ela aceitou.

Inventou uma história qualquer para os pais e fugiu com ele. O destino era uma cidade montanhosa, fria e linda. Iriam acampar, tomar chocolate quente e dormir de conchinha. O fim de semana romântico perfeito. Partiram.

A sexta-feira foi deliciosa, lareira, cachecóis, um pouco de conversa e amor esquentado pelo fogo. No sábado, a surpresa (Litted não é um monstro, agora chegou a hora de você parar de imaginar que ele fará alguma coisa ruim a ela. Ele a amava.).

Uma batida na porta assustou o casal que dormia abraçado às duas da tarde. Litted abriu a porta e foi jogado ao chão por um pai furioso, que mandou a filha recolher as coisas para que eles fossem embora imediatamente. Ela obedeceu, para evitar maiores constrangimentos.

O pai proibiu Djore de ver Litted. Ele já desconfiava do relacionamento há algum tempo e soube por uma fonte infeliz dos planos do casal para o fim de semana.

Litted acabou terminando o romance com ela, por não conseguir viver uma relação estável e saudável. Mas o amor dela não tinha acabado. E o pai se perguntava porque a garota não conversava com a família.
__________
Gostou? Quer se transformar em um personagem também?

Mande um e-mail para historiacolorida@yahoo.com.br falando um pouco sobre você e qual história gostaria de ver contada aqui numa versão um pouco mais mágica. Sua identidade será preservada por um codinome.

Vai ser um prazer conhecer você!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Perversões de Wix

Quem ela é? Wix.
Por que ela é interessante? Porque ela sabe usar os jogos de amor a seu favor.

“...xeretei, pra valer, sua vida tintim por tintim
e agora já sei que você também gosta de mim...”

Luan e Vanessa. Além da imaginação.

A Personagem

Wix é de uma perversão ingênua deliciosa. Sabe se impor, sabe atrair a atenção de qualquer homem, e sabe também ser a mais discreta das meninas. Aprendeu a jogar com o amor cedo, por ser tímida demais para se expor como gostaria. Com a prática, ela consegue hoje se expor exatamente como quer, se fazer notada e garantir boas noites de amor, além de praticar um bem constante ao próprio ego.

A História

A história de hoje é apenas uma das inúmeras perversões de Wix. Talvez a mais recente, ou a mais marcante. Apenas uma das preferidas dela, que compartilho agora com vocês.

Wix tinha um admirador, Dexter. Ele não imaginava que ela sabia o quanto mexia com ele. No começo, ele apenas tentava ser simpático, e ela retribuía. Ela também o achava interessantíssimo e não via a hora de esquentar aquela relação.

Ele, porém, como todos os caras que ela conhecia, era mais lento do que ela gostaria que fosse. Wix fazia elogios sinceros, se exibia exatamente da forma como sabia que ele mais gostava, e se certificava, a cada vez, com a reação no rosto de Dexter, que ele gostaria de retribuir à altura.

Um dia, Dexter descobriu uma das perversões de Wix e tentou induzi-la a confessar. Ela notou na mesma hora, mas preferiu, esperta que era, fingir que nada estava entendendo. Ele riu malicioso e mais uma vez se despediram.

Algumas conversas se passaram sem que aquele assunto voltasse a ser pauta, até que ele fez o mesmo comentário maldoso novamente. Ela simplesmente confessou. Tudo. Absolutamente como havia acontecido, com uma riqueza de detalhes que ele jamais poderia sonhar.

Wix se deliciou com a expressão espantada e curiosa de Dexter, que queria saber mais e mais detalhes, ficando extasiado a cada nova página da história que descobria. Wix se divertia.

Em seu interior, ela sabia que agora era apenas uma questão de tempo para que seu relacionamento com Dexter saísse das conversas amigáveis e ficasse tão interessante quanto ela queria que ele fosse desde as primeiras vezes que se falaram. E agora quem se empolgava era ela.
__________
Gostou? Quer se transformar em um personagem também?

Mande um e-mail para historiacolorida@yahoo.com.br falando um pouco sobre você e qual história gostaria de ver contada aqui numa versão um pouco mais mágica. Sua identidade será preservada por um codinome.

Vai ser um prazer conhecer você!