"... i was always in a fight
cause i can't do nothin' right..."
p!nk. don't let me get me.
cause i can't do nothin' right..."
p!nk. don't let me get me.
ele se cansou da guerra contra o espelho e mudou radicalmente. o resultado? ele não poderia descrever. o que sabia era que foi muito positivo. passou a encarar a vida de outra forma, e como isso refletiu em simples ações.
mais vivo. era assim que ele se sentia. ATITUDES que ele tinha preguiça só de imaginar haviam sido tomadas. e como cada uma delas fez diferença. aos poucos, ele percebeu que sua vida não seria perfeita, como a de ninguém é.
mas sua vida foi tomando um rumo que ele gostava. parou de fantasiar e agia diariamente, simplesmente, dentro da realidade. os grandes sonhos poderiam esperar. não que ele tivesse desistido deles, afinal, ele gostava de ser um sonhador por essência.
mas por enquanto, ele cultivava seus pequenos sonhos. e como era fácil sonhar! as coisas difíceis continuavam difíceis, mas as coisas fáceis deixaram de ser difíceis. ele não cabia em si.
o universo começava a conspirar a favor dele. e tantas mudanças ainda estavam por vir que uma "ponta" de ansiedade o invadia. mas já não o preocupava mais. as atitudes que tivessem que ser tomadas seriam, e ele tinha certeza que conseguiria fazê-lo.
mais vivo. era assim que ele se sentia. ATITUDES que ele tinha preguiça só de imaginar haviam sido tomadas. e como cada uma delas fez diferença. aos poucos, ele percebeu que sua vida não seria perfeita, como a de ninguém é.
mas sua vida foi tomando um rumo que ele gostava. parou de fantasiar e agia diariamente, simplesmente, dentro da realidade. os grandes sonhos poderiam esperar. não que ele tivesse desistido deles, afinal, ele gostava de ser um sonhador por essência.
mas por enquanto, ele cultivava seus pequenos sonhos. e como era fácil sonhar! as coisas difíceis continuavam difíceis, mas as coisas fáceis deixaram de ser difíceis. ele não cabia em si.
o universo começava a conspirar a favor dele. e tantas mudanças ainda estavam por vir que uma "ponta" de ansiedade o invadia. mas já não o preocupava mais. as atitudes que tivessem que ser tomadas seriam, e ele tinha certeza que conseguiria fazê-lo.



Prestes a ir embora de casa, ele decidiu parar e fazer compras. Não gastaria muito dinheiro, seria mais uma terapia à base de chocolates e alguma coisa que o distraísse, fazendo o tempo passar mais depressa. Sacolas nas mãos, ele partiria.
Ele era mais um iludido com a vida. Contaram pra ele, vejam só, que se podia confiar nas pessoas. E que ele teria amigos, e seria feliz. Que bastava que ele estudasse, teria um futuro digno. Disseram que o amor chega pra todo mundo. Que se ele fosse uma pessoa agradável e cativante, as coisas seriam mais fáceis... Chegaram ao cúmulo de mencionar que ele deveria tratar as pessoas como gostaria de ser tratado. Pois bem.
Ele era inteligente, não restava dúvida. Mas tinha também um defeito: era incapaz de detectar as próprias imperfeições. Seguia todo o manual do bom comportamento na teoria, analisando-se mais do que é natural alguém fazê-lo, pelo puro prazer do espetáculo. Frases de efeito, ele as adorava. É certo que ele acreditava escrever muito bem, aliás, seria difícil descobrir algo em que ele acreditasse ter limitações. Mas as frases vazias de sentido mostravam o quanto ele tentava aparentar algo que não era. Contradições mil, talvez fosse preciso reler para tentar entender afinal qual era a pretensão. Mas não havia paciência para isso.
Ele tinha a mania, a quase extinta mania de escrever. E sua criatividade o fazia escrever sobre tudo, de todas as formas. E sempre se surpreendia com os resultados de sua pena arranhada no pergaminho que ele guardava com carinho. Sem que ele soubesse, as pessoas tinham acesso a seus devaneios, e se identificavam com eles. Ele sempre gostou muito dela, e ela o lia com freqüência.
Ele talvez fosse uma pessoa irritante. Para começar, não sabia seu nome. Cresceu então sem saber de muita coisa. Não sabia o que gostava de comer, nem se gostava de comer. Não sabia o que queria da vida, não sabia como se sentia e nem se sentia alguma coisa.
Ele acordou feliz. Ainda um pouco bêbado da noite anterior, mas feliz. Nem a dor de cabeça e a ressaca o fariam perder seu bom humor. Finalmente tudo estava caminhando bem. Seu sorriso aberto fez com que algumas pessoas o estranhassem. Mas ele definitivamente não estava nem aí. Na noite anterior, todos viram sua felicidade. Ele, que era um garoto contido, resolveu sair. Quando saiu, percebeu que o problema não era a injustiça da vida, como ele tantas vezes profetizou.
Seu tio não era como os outros. Apesar da diferença de idade, parecia que suas mentes estavam conectadas de uma forma peculiar aos jovens. Eles saíam juntos, também. E compartilhavam amizades, sentimentos e filosofias. O menino sempre fazia o tio sorrir. E na maioria das vezes os motivos eram banais. O tio gostava do comportamento do sobrinho, era só isso. Descontraído, o menino se comportava como a criança que já não era, mas tinha a malícia dos adultos quando queria parecer forte. O tio exercia no menino uma espécie de fascínio velado. Embora não conseguisse compreender a profundidade de muito do que era dito por ele, o achava sempre muito inteligente, perspicaz e sensato em suas colocações.
A única coisa que ele queria era sentir-se vivo. Ele estava sim desgastado, exausto. Mas estava vivo. Tudo o que ele queria era alguém que compartilhasse com ele suas vontades e fizesse delas as próprias vontades. E eram vontades tão naturais que ele não entendia como algo tão simples podia ser tão complicado.
Tenho amigos virtuais. Amigos. Com todo o peso que essa palavra possa ter. Não, eles não são psicopatas, não têm 10 anos e nem são frutos da minha imaginação. Mas eu não quero que você acredite nisso. Eu não sei se acreditaria se não tivesse essa experiência. Agora, se você se considera uma pessoa de “mente aberta”, você deveria achar isso tão normal quanto sentar num barzinho para tomar umas cervejas.
Data de Nascimento: 21/11/1886, às 13h