quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Amor em epitáfio

Quem ele é? Lomob.
Por que ele é interessante? Porque ele sempre leva algo bom de seus relacionamentos.

Não, eu não quero lembrar
de tudo que eu deixei pra trás
nem querer o que não volta, jamais.

Fresno. Sobre todas as coisas que eu...

A Personagem

Lomob é um cara bonito, sensível, carinhoso, que gosta de demonstrar seu afeto e gosta de se sentir amado. Não chega a ser do tipo meloso, mas sabe namorar muito bem. Sabe flertar, sabe seduzir. Tem atitude e normalmente consegue se envolver com quem quer. Também não faz o estilo pegador. Prefere namoro a pegação, e acredita em fidelidade masculina. As meninas devem, a esta altura, se perguntar se esse garoto não tem falhas. Talvez seja um bom defeito o fato de ele não acreditar no amor.

A História

Hoje descobriremos como Lomob percebeu que não acreditava no amor através de seus relacionamentos ao longo da vida. A primeira vez que ele acreditou estar amando, foi por volta de seus dez, doze anos.

Gi era sua vizinha mais linda. Tinha descendência argentina e era muito simpática. Ele ficou encantado com a moça desde que eles conversaram pela primeira vez. Com ela, ele teve a primeira decepção. Eles nunca se envolveram e ele sofreu muito com o “não” dela.

Mas a vida continua e logo ele conheceu Dara. Seu primeiro beijo e equivocadamente sua primeira namorada. Apenas ela era apaixonada por ele. Depois de um relacionamento de mais de um ano, no qual ele sabia não estar envolvido por completo, uma mentira dela geraria o primeiro término.

Logo em seguida, ele conheceu Polady, amiga de Dara. Por ela, Lomob também jurava estar perdidamente apaixonado, e finalmente foi recíproco. Pouco mais de quatro meses foram suficientes para ele perceber que sua paixão era física, e terminar pela segunda vez.

Muito tempo se passou até que ele conhecesse Leddy, que seria sua terceira namorada. Um dos relacionamentos mais complicados. Ela era completamente desequilibrada, mas perdidamente apaixonado por Lomob. Ele, por sua vez, viu seu sentimento crescer juntamente com as dúvidas. Uma nova mentira - das feias -, e um novo término.

Finalmente, Dine. Um namoro ioiô, cheio de idas e vindas. Que também não durou muito. Dine não conseguia entender que sentir e demonstrar diferente não é sentir menos. A pressão foi o motivo do último término.

Hoje, Lomob está solteiro. Vendo seu passado, ele não consegue saber se já amou de verdade. Já sentiu atração física, já transou na primeira noite, já se divertiu e, com certeza, já sofreu de paixões arrebatadoras. Mas se o amor dos poetas existe, ele ainda não havia se apresentado a Lomob.
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domingo, 13 de setembro de 2009

Desencontros

Quem ele é? Volti.
Por que ele é interessante? Porque ele se entrega por completo aos sentimentos.

“…This could be the one last chance
to make you understand:
I'd do anything
just to hold you in my arms,
to try to make you laugh,
somehow I can't put you in the past…”

Simple Plan. I’d do anything.

A Personagem

Volti é um garoto um pouco desiludido com a vida. Impulsivo, reconhece que nem ele mesmo consegue prever suas reações. Sentimental, é do tipo que tenta sempre compreender o porquê das coisas. Sonhador, tudo o que ele tem buscado é estabilidade em sua vida amorosa. Tem certa dificuldade para compreender que as pessoas não são e, portanto, não agem sempre como ele. Desta forma, acaba perdendo pessoas boas que aparecem em seu caminho. Volti procura sempre dar valor às suas amizades, que ele muito preza.

A História

A história de hoje é sobre o envolvimento de Volti com um de seus antigos amores. Quando adolescente, ele sempre observava um outro garoto que pegava o mesmo ônibus que ele na saída escola. E, às vezes, percebia que o garoto também o olhava, embora ambos disfarçassem.

O tempo passou, eles não se encontraram mais e a história poderia ter acabado ali. Mas anos mais tarde, Volti acessou sua conta em um site de relacionamento e havia um recado diferente. Era um recado de Wattel, seu antigo paquera do ônibus.

Os dois começaram um contato inocente, que evoluía à medida que se conheciam melhor. Embora àquela altura fosse óbvio um interesse amoroso, nenhum dos dois se sentia à vontade para expor sua homossexualidade ao “amigo novo”.

Volti havia terminado um romance e compartilhava a tristeza com Wattel. Decidiu falar que tratava-se de um romance com outro garoto, e Wattel não esboçou reação de espanto. Volti pressentiu naquela reação que o relacionamento entre eles poderia evoluir ainda mais.

Ele era uma explosão de sentimentos, e pensava sobre o que poderia acontecer. Encontraram-se. Conversaram. Contraste puro. Volti, extrovertido e falastrão; Wattel, um ouvinte mais tímido. Eles se beijaram.

Volti ainda estava muito confuso, mas aos poucos percebeu que estava se apaixonando. Wattel sentia o mesmo, mas não estava preparado. Nosso protagonista tentou não se envolver, mas foi inevitável. Eles começaram a namorar.

O namoro ia bem, obrigado, exceto pelo fato de que Volti estava tranquilo com relação à sua sexualidade e tinha dificuldades em aceitar que Wattel não estivesse. A pressão foi grande, o garoto não resistiu e terminou o relacionamento.

Volti sofreu muito, mas optou em não mais procurar Wattel. Havia sido apenas mais um desencontro. Algum tempo já se passou, e, hoje, ele está novamente atordoado. Ele sabe que o que mais quer é viver este sentimento com toda sua intensidade, mas as coisas não dependem só dele. E Wattel continua confuso e despreparado.
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sábado, 12 de setembro de 2009

O destino de Ilob

Quem é ele? Ilob.
Por que ele é interessante? Porque ele não desiste de suas metas enquanto não as alcança.

“... e hoje nos lembramos
sem nenhuma tristeza
dos foras que a vida nos deu.
Ela, com certeza, estava juntando
você e eu...”

Vanessa da Mata. Minha herança: uma flor.

A Personagem

Ilob é um garoto efusivo, enérgico, muito animado e daqueles que nunca fica indisposto. Por outro lado, é ansioso, agitado, um pouco afobado mesmo. Típico garoto hiperativo. Mas por trás de tanta energia, existia um menino carinhoso, que demonstrava seus sentimentos muito claramente, sem medo do que possam interpretar. E, com esse temperamento, teve algumas surpresas na vida, que encarou com maturidade.

A História

Ilob havia se formado, e precisava arrumar emprego. Alguns de seus melhores amigos da época de faculdade estavam numa empresa que ele daria tudo para trabalhar. Clima perfeito, descontraído, ambiente jovem. Ele se apaixonou pelo lugar.

E resolveu que queria fazer parte também. Ele não pediria uma vaga, por questão de profissionalismo. Esperaria o processo seletivo para entrar honestamente. E ele veio.

À medida que passavam as etapas, Ilob criava mais expectativas e ficava com mais vontade de trabalhar com seus amigos. Até que chegou a etapa na qual ele seria avaliado dentro da empresa, quase como um funcionário. Empolgação.

Talvez esse tenha sido o erro. Ele estava empolgado demais. Tanto que aquilo o deixava nervoso, inseguro, por mais que ele conhecesse a empresa e soubesse que estava entre amigos. Amigos que tiveram que dizer “não” para ele.

Ele foi reprovado. Depois de quase dois meses se dedicando àquela tentativa. Ilob ficou desolado, não sabia o que fazer. Nestas horas é um pouco difícil desvincular a amizade do profissionalismo. Mas ele teria que conversar com os seus, esclarecer as coisas.

E tentou encarar com maturidade. Os amigos deram o ponto de vista e ele acatou, muito embora não restasse outra opção. Internamente, ele ainda estava confuso. O tempo passou, a amizade não foi abalada e Ilob continuou desempregado. Até que abriram novo processo seletivo.

Ele relutou muito, mas acabou se inscrevendo novamente. Mais maduro, mostrou que estava preparado para encarar o que viesse, e, desta vez, foi aprovado com louvor e muitos elogios.

Algum tempo depois, ele conseguiu dosar sua ansiedade. Agitado ele continuou, mas usou essa característica para contagiar os outros funcionários. Sua energia agora era utilizada para a motivação dos colegas. E ele foi até funcionário destaque.

O que ele sabia era que a empresa havia mudado sua vida. Para muito melhor. Hoje, Ilob se via um profissional realizado. Considerava obrigação estar sempre motivado, para fazer por aquela empresa dez por cento do que ela tinha feito por ele. Os amigos que o reprovaram, agora, se orgulhavam de seu trabalho.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Autoflagelação

Quem ela é? Tíli.
Porque ela é interessante? Porque ela foi capaz de amar em silêncio.

“O que fazer
quando um querer
só faz chorar, só faz sofrer
um coração?...”

Wanessa Camargo. O amor não deixa.

A Personagem

Tíli é uma adolescente, quase tão normal quanto as outras. É tímida, tem medo de se relacionar com garotos e todas as crises normais para alguém de sua idade. É dedicada, bastante amiga e tem seus segredos. Muitos. Aliás, ela guardava segredos até dela mesma, que um dia mais tarde viria a conhecer. Enquanto isso, ela vivia a vidinha que lhe era proposta, cheia de regras que ela adoraria romper.

A História

Hoje, história triste. Tíli lutou por muito tempo contra si mesma e acha que conseguiu vencer. Sua história poderia ter tido um rumo completamente diferente, mas ela ao menos conseguiu perceber que tinha força para vencer qualquer batalha, e que sua pior inimiga, às vezes, era ela mesma.

Puberdade, hormônios à flor da pele, época dos grandes e inesquecíveis primeiros amores. Assim foi também com Tíli. Seu círculo de amizades era composto pelos vizinhos que frequentavam a rua de sua casa. Um dia, uma nova família se mudou para a rua de cima.

Família grande, muitos filhos. Entre eles, Kindli. Um pouco mais alto do que Tíli, simpático, fez amizade com todos bem rápido. E mexeu com o coração da nossa protagonista. No começo, ela imaginava, era apenas atração, vontade de conhecer melhor.

Mas aquela situação evoluía a cada dia, até que Tíli não conseguia ficar um dia sequer sem ir à rua para vê-lo, não podia perder uma oportunidade de conversar, ou mesmo simplesmente estar com ele. Ela estava perdidamente apaixonada. Como nunca estivera antes.

Mas tudo o que ela não queria era que ele percebesse. A mínima desconfiança seria para ela motivo de pânico. Ela queria tê-lo, mas ao mesmo tempo não queria que ele soubesse disso. E, por escolha, foi obrigada a aprender a lidar com seu amor, que ela jamais descobriria se era platônico.

Tíli não compartilhou com ninguém aquele sentimento. Nem sua melhor amiga sequer imaginava o que se passava em seu coração. E assim foi por muito tempo. Apenas o travesseiro consolava seu pranto. E, a todos os instantes, ela sabia que fizera deste sofrimento uma opção.

Ela preferia viver na ilusão de que um dia o teria, sem jamais saber se esse dia chegaria, do que obter um não daquele que ela amava. Ela não suportaria. Cresceu, finalmente conseguiu se desligar, teve outros romances, se mudou. Mas até hoje, quando o vê em fotos, aparecem, ao mesmo tempo, a dúvida e a nostalgia.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

A mais bela história de amor

Quem são eles? Gija e Reroal.
Por que eles são interessantes? Porque eles descobriram que amigos nunca se separam.

“...The finish line
is just around the bend.
I'll pause this game,
so our love will never end.
Let's go again.”

Sam Hart. Mario Kart Love Song.

As Personagens

Gija e Reroal são dois grandes amigos que estudaram juntos nos tempos de faculdade. Gija é um cara esperto, sensível, que entende nas entrelinhas e gosta de se relacionar com as pessoas. Também é bastante animado para festas e tem um coração grande, incapaz de ser injusto com alguém. Reroal é do tipo esportista, mais direto, talvez ligeiramente mais tímido, mas igualmente esperto. Para as pessoas próximas, uma pessoa divertidíssima e companhia pra todas as horas. Juntos, uma dupla daquelas que valia por cinco...

A História

Para quem espera outro romance, uma surpresa está por vir. Esta não deixa de ser uma história de amor. Contudo, um amor mais puro, menos carnal e menos efêmero: o amor entre amigos.

Gija e Reroal não se conheciam até fazerem faculdade. No começo, para dizer a verdade, nem eram tão próximos. Mas há coisas que quando têm que acontecer, simplesmente acontecem, como um diria ao outro anos depois.

Aos poucos, foram percebendo o quanto tinham em comum, mesmo sendo tão diferentes. A presença do outro sempre era um conforto. Desabafos. Muitos. Choros no ombro, puxões de orelha, motivação para continuar lutando. E eles foram descobrindo uma amizade que eles desconheciam antes de se encontrarem.

A cada ano que passava, a única certeza que eles tinham é que o futuro estava próximo, era hora de crescer, de arrumar emprego, investir numa proposta diferente. No fundo, eles sabiam que estavam preparados, embora se questionassem às vezes.

A formatura chegou. Para muitos, o último abraço, a despedida, o chororô típico da turma que se separa. Não para os dois. Eles só iam seguir rumos diferentes. Perderiam o convívio diário? Sim. Mas o tempo mostraria que para o amor não existe nenhum tipo de distância.

E eles se amavam, sem vergonha de dizer isso. Eram bem resolvidos o suficiente para entender que um era fundamental na vida do outro sem que isso significasse algo diferente de amizade. Pura. Simples. Necessária.
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domingo, 6 de setembro de 2009

Mãos dadas

Quem ele é? Lanle.
Por que ele é interessante? Porque ele vive e sente sem entender.

“…I'm incomplete,
a life that's so demanding,
I get so weak,
a love that's so demanding,
I can't speak…”

My Chemical Romance. Famous Last Words.

A Personagem

Lanle é um garoto diferente. Inteligente, aplicado, dedicado, amigo. Mil outras qualidades aplicáveis. Um exemplo a ser seguido, uma pessoa com quem a convivência era sempre prazerosa e da qual sempre se poderia tirar lições ou compartilhar angústias. Angústias. Esse era o mal. Ele sofria com uma angústia que o fazia sentir-se confuso, quase sempre. Confuso, principalmente, quando as decisões envolviam sentimentos.

A História

A história de hoje é resultado de uma angústia que atormentava Lanle. Desde que havia saído de casa para enfrentar uma nova jornada da vida, convivia muito com Hiare, que se tornou uma amiga rapidamente. E não foi a única.

O restante dos amigos apostava num romance entre Lanle e Hiare. Eles eram parecidos em muitas coisas, e se completavam ao mesmo tempo: Hiare era extrovertida e animada, enquanto Lanle era um pouco mais reservado.

Os dois consideravam secretamente aquela hipótese sem saber se ela fazia muito sentido. Até que a turma fez uma festa. Churrasco grande, daqueles que muita gente fica de porre e muita coisa que será esquecida no dia seguinte acontece.

Lanle aproveitou moderadamente, como seu perfil dizia para fazer. Hiare foi um pouco além, e se permitiu curtir mais à vontade. De todos os lados, uma leve pressão para que o romance saísse do ensaio e se tornasse real.

No churrasco, para a decepção de todos, nada aconteceu. E foram dali embora, juntos. Foram a pé, era cedo e o grupo era grande. Não haveria perigo. E, quando todos se distraíram, aconteceu o inesperado: não, eles não se beijaram. Mas estavam de mãos dadas.

Foi uma cena bonita, mas que durou pouco. Ao serem notados, envergonhados, soltaram as mãos suadas. Nunca mais, depois daquele episódio, Lanle e Hiare cogitaram um envolvimento. Tornaram-se grandes amigos, compartilharam grandes momentos juntos, mas não alimentaram aquela história.

Eles perceberam pelo toque que não pertenciam um ao outro. Viveram outras histórias, experimentaram outros romances ensaiados, mas as mãos de ambos continuaram sem alianças.
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sábado, 5 de setembro de 2009

O romance que (ainda) não foi

Quem eles são? Lenner e Allobi.
Por que eles são interessante? Porque são o não casal mais apaixonado que existe.

“…so I won't hesitate no more, no more.
It cannot wait, I'm sure,
there's no need to complicate, our time is short .
This is our fate, I'm yours…”

Jason Mraz. I’m yours.

As personagens

Lenner é um garoto peculiar. Muito atraente, do tipo modelo mesmo. Sua aparência, é claro, desperta brilho nos olhos de muitas meninas. E por isso ele construiu uma imagem (mesmo que não totalmente verdadeira) de cafajeste. Essa imagem apenas esconde seu medo de amar de verdade. Ele tem dificuldade para lidar com sentimentos. Allobi é uma menina inteligente. Bonita também, mas de uma beleza mais discreta. Aprendeu (ou acha que aprendeu) a lidar com o amor de uma forma racional. Isso por ter passado por situações complicadas no passado. Ela é sensual para muitos por inspirar uma aura de mistério. Além disso, sabe namorar como ninguém.

A História

Lenner e Allobi tinham tudo para se odiarem, e, aliás, se odiaram por alguns instantes. O passado de ambos revelava uma experiência amorosa em comum da qual eles guardavam um certo trauma. E esse trauma fez os dois começarem uma amizade interessante.

De cara, se deram muito bem. Caçoavam da própria desgraça por compartilharem da mesma. E tinham uma sintonia incrível para conversar sobre este ou qualquer outro assunto. Aos poucos, começaram a perceber que poderiam ser mais do que bons amigos.

Lenner não dava o braço a torcer. Fazia o tipo galã para todas, mas não conseguia se exibir para Allobi. Alfinetava todas as meninas por suas atitudes atiradas, mas não conseguia condenar o interesse de Allobi. Às vezes era até desrespeitoso em suas críticas, mas era incapaz de criticar Allobi.

Allobi se fazia de desentendida. Não conseguia ficar um dia sem se lembrar de Lenner, mas quando o encontrava, não falava nada. Queria confessar a Lenner que ele era o homem da vida dela, mas ele era um cafajeste, embora ela soubesse que com ela seria diferente. Falava dele com brilho nos olhos, mas era incapaz de cogitar um romance.

Lenner sabia que, se um dia se envolvesse com Allobi, seria um relacionamento perfeito. Ele sabia que por ela se apaixonaria e amaria de verdade. Allobi, por sua vez, queria mais do que tudo dar uma chance para Lenner. Mas eles continuavam separados.

Quando conversavam, ambos sabiam o que se passava na cabeça um do outro. Ambos sabiam que o correto era que eles parassem de falar e se beijassem, parando de perder o tempo que poderia ser precioso. Mas nem sempre o amor age na velocidade que gostaríamos, e às vezes precisa de um empurrãozinho para acontecer. Qualquer hora ele viria.
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Palcos da vida

Quem ele é? Kiale.
Por que ele é interessante? Porque ele tem um senso de observação admirável.

“…we've got to all stick together,
good friends, there for each other…”

S Club 7. Reach.

A Personagem

Kiale é uma figura muito interessante. Não é dos mais extrovertidos, nem dos que mais gostam de aparecer. Mas também não é tímido, apenas discreto. E na sua discrição, tem uma personalidade marcante e um caráter muito bem definido. Tem poucos, mas bons amigos, aos quais é leal. E é sincero. Ao extremo, assumindo todas as consequências desta sinceridade. Aliás, Kiale às vezes é bastante extremista.

A História

A história de hoje vai mostrar uma característica marcante de Kiale, nossa personagem, que rendeu boas risadas: o senso de observação apurado. Certa vez, ele foi assistir a um espetáculo para ver o amigo ator em cena.

Peça divertida, bons atores, música legal. Kiale se divertiu. No final da peça, aplausos sinceros. E ele esperou o amigo voltar a ser ele mesmo para irem embora juntos. E nisso, viu os atores saindo, um a um, nus de seus personagens.

Entre eles, Laxe, o palhaço. Na verdade, seria difícil reconhecê-lo sem maquiagem, figurino e peruca. Mas ele estava ali, rindo com os amigos e recebendo o carinho do público.

O tempo passou, a peça saiu de cartaz e chegou o dia de Kiale fazer vestibular. Aprovação, comemoração, faculdade. Entre os colegas de classe, Kiale reconheceu alguém. Pouco depois, descobriu que era Laxe.

Laxe ficou perplexo com o reconhecimento. Kiale o tinha visto apenas uma vez, sobre um palco, irreconhecível. E se lembrou dele mesmo assim. Os dois então conversaram um pouco mais e, com o tempo, se tornaram amigos.

Amigos inimagináveis. Completamente opostos na forma de agir, mas inseparáveis na lealdade e no entendimento. Kiale agradecia por ter sido colocado no mesmo palco que aquele ator. E Laxe comemorava a aprovação para o curso que não era o dele. A amizade dos dois já tinha feito valer à pena.
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Velhos amigos novos

Quem é ela? Iddy.
Por que ela é interessante? Porque ela sabe o segredo para se fazer novos amigos.

“…I close my eyes only for a moment, and the moment's gone.
All my dreams pass before my eyes, a curiosity…”

Metallica. Dust in the wind.

A Personagem

Iddy é uma menina de coração bom, que gosta de fazer amigos. Simpática e bem humorada, acaba conseguindo amizades com facilidade. Gosta de festas e eventos onde possa encontrar as pessoas, e gosta também de organizar e mobilizar pessoas para esses eventos. Viciada em animes e cultura japonesa, ela usa seu tempo livre para imergir ainda mais na cultura do país.

A História

Iddy participava de um grupo de discussões online. Neste grupo, vivia tentando convencer as pessoas a marcarem um encontro pessoal. Sim, porque embora os frequentadores do fórum morassem na mesma cidade e tivessem um grande interesse em comum, muitos deles não se conheciam pessoalmente.

Um dia, conversando com alguns deles, decidiu marcar uma saída. Fosse quem fosse, acabaria sendo divertido e seria o primeiro passo para que eles se conhecessem e, aos poucos, ficassem amigos.

Xelid e Dakay concordaram na hora. Xelid estava empolgado, e Dakay tinha acabado de se mudar para a cidade e ainda não conhecia muitas pessoas. De última hora, avisaram Aly, que estava à toa e decidiu ir também.

O encontro foi inusitado. Dakay foi o primeiro a chegar, e sentou-se num banco no local combinado. Aly chegou logo depois. Mas não reconheceu Dakay. E ali ficaram os dois, esperando pelas mesmas pessoas e sem saber que um esperava o outro.

Iddy e Xelid chegaram praticamente juntos, e aí eles se reconheceram. Depois de algumas risadas, começaram a pensar no que fariam. Muita indecisão, muito assunto para por em dia e muita empolgação. Acabaram num bar.

E conversaram bastante. Foi uma noite animada. Beberam um pouco, falaram sobre tudo e, aos poucos, foram descobrindo coincidências sobre aquele quarteto que até então não se conhecia e parecia um grupo de velhos amigos.

Com certeza, teria repeteco. Iddy conseguiria sem dúvida reunir aquele grupo mais vezes. Eles foram a prova de quem ninguém era assassino, ninguém mordia, e encontros como aquele podiam render boas histórias pra contar.
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domingo, 30 de agosto de 2009

O lixo que está na gente

Quem eles são? Dikki e Egeu.
Por que eles são interessantes? Porque eles estão dispostos a saírem da sua realidade para enxergarem o mundo.

“...Vou jogar fora no lixo,
vou jogar fora no lixo,
jogar fora no li ih ih ih xo!...”

Sandra de Sá. Joga Fora.

As personagens

Dikki e Egeu são amigos há algum tempo. Dikki é um cara centrado, organizado, estudioso e que se dá bem na maioria das coisas que faz. Egeu é um garoto extrovertido, falador, conversa fácil, conquista as pessoas com o bom humor. Juntos, quem diria, uma dupla inseparável. Eles enxergam o mundo de uma forma parecida, talvez seja isso. E eles sabem que não são centro dele, e sempre se tem muita coisa a aprender com as pessoas.

A História

Dikki e Egeu estudavam juntos, até aí tudo bem. Eram daquelas duplas que fazem todos os trabalhos juntos, que gosta de experimentar e ir além do que propõem os professores. Um dia, uma professora pediu um trabalho que mudaria a vida da dupla. Eles tinham que viver uma experiência qualquer, documentá-la e descrevê-la para a turma.

O trabalho era em grupo, e o grupo dos dois não tinha tido nenhuma ideia brilhante. No máximo uma ou outra divagação mirabolante, dessas de brainstorming, que nunca dão em nada. Mas daquela vez dariam em bastante coisa.

A ideia? Viver uma experiência como garis. Isso mesmo, garis. E com tudo o que a experiência implicasse. Roupas de gari, subidas no caminhão, corridas para pegar as sacolas de lixo. Uma verdadeira viagem.

Impossível? Talvez. Eles precisariam de uma autorização do meio que regulamenta a coleta de lixo na cidade. Uma ligação, e pronto. Estavam autorizados. E lá ia a dupla viver aquela experiência que com certeza mudaria muita coisa.

Lixo orgânico. Pessoas porcas. Ruas sujas. Histórias dos garis. Cacos de vidro. Segurança? Acho que não. Nunca fora tão fácil entender como a população arruinava sua própria cidade.

Lixo reciclável. Uma aventura. O caminhão corria veloz e a forma de se prender a ele não era das mais confiáveis. E como eram poucas as pessoas que reciclavam lixo. A maioria, bastante educada. Ali, também, os dois descobriram que não adianta nada separar o lixo, porque ele acaba se misturando no caminhão.

Lixo hospitalar, um grande trauma. Como era possível existirem pessoas trabalhando com aquilo? Bastante mal estar, luvas nas mãos (muito embora os garis não as utilizassem). Fim do passeio. Para os dois, estava de bom tamanho.

O que eles tiraram da experiência? Nunca mais verão o lixo da mesma forma. Nunca mais reclamarão do trabalho que têm. E, principalmente, darão mais valor a esta profissão tão marginalizada.
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sábado, 29 de agosto de 2009

Tudo termina em pipoca

Quem ela é? Gihyora.
Por que ela é interessante? Porque ela conseguiu descobrir que a decepção é um aprendizado.

“I'm tired of boys who make me cry,
they cheat on me and they tell me lies…”

The Hazzards. Gay boyfriend.

A Personagem

Gihyora é daquelas peças únicas, que se não existissem, precisavam inventar. Animada, divertida, um coração tão grande que era incapaz de negar o que quer que fosse a alguém. Não gostava de causar mal estar, não gostava quando não entendiam seu ponto de vista e fazia sempre questão de deixá-lo bem claro. E, como não poderia deixar de ser, gostava de namorar, às vezes, embora não fosse a garota mais sortuda do mundo para isso.

A História

A história de hoje começou numa balada e terminou numa sessão de cinema com direito a pipoca, mesmo que isso nem sempre signifique um final exatamente feliz, como vocês poderão observar.

Balada normal, de universitário, daquelas com gente bonita, bebida liberada, pessoas de todas as tribos e um ou outro beijo na boca. Gihyora as adorava. Frequentava todas que podia. E lá estava ela nesta também, sempre na companhia dos amigos, que cultivava.

A caneca de cerveja se esvaziava e enchia com a mesma velocidade que ela cumprimentava as pessoas na festa. Parecia conhecer todas. Depois de um tempo, as coisas começaram a ficar mais interessantes, e a festa mais animada. A caneca continuava em seu processo.

Ninguém sabe ao certo como ela e Iros começaram a se beijar. Ela mesma não saberia explicar no dia seguinte. O fato é que, pouco depois daquela noite, estavam namorando.

Era um namoro comum, pizzaria, casa dela, casa dele, saída com os amigos, rotina. O mal de todos os relacionamentos amorosos acometeu também aquele casal. E, depois de algum tempo de rotina, Iros tocou a campainha de Gihyora, que assistia a um filme na TV comendo pipocas. Eles terminaram.

Terminaram amigos, como, aliás, todo casal deveria terminar. Pouco a pouco, as coisas foram voltando ao normal na vida de Gihyora, que voltou a frequentar festas, voltou a se divertir e ver gente beijando na boca, inclusive seu agora ex-namorado. E na boca de um outro garoto.

Um pouco frustrante? Sem dúvida, para ela também foi. Mas, como já dito, ela tinha um coração enorme. Por mais difícil que fosse, ela sabia que Iros não seria feliz de outra forma, e que ela não havia conseguido perceber.

A decepção, de vez em quando, ainda incomoda Gihyora, que às vezes sente um pequeno complexo. Mas logo ele desaparece. Ainda há muitas festas, muitos encontros, muitas canecas de cerveja e muitos beijos na boca para que ela desperdice seu tempo com esses pensamentos.
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Opções

Quem ele é? Mitro.
Por que ele é interessante? Porque ele descobriu que nunca é tarde para mudar.

“...se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
que tudo era pra sempre sem saber
que o pra sempre sempre acaba...”

Cássia Eller. Por enquanto.

A Personagem

Mitro era um garoto de personalidade forte. Argumentos para qualquer situação, durão mesmo, difícil de dar o braço a torcer. Era do tipo de cara que fazia poucos, mas fortes laços de amizade. Não fazia questão de ser político, era bastante sincero com relação ao que sentia. Mitro também tinha uma certa dificuldade de mudar, qualquer que fosse a mudança. Aprontava das suas, com certeza. Mas era esperto. Sabia fazer as coisas acontecerem à sua maneira.

A História

Mitro vinha de uma família que pareceria, a qualquer um que conhecesse, um lar, sólido e bem estruturado. E talvez alguns anos atrás até tenha sido. Situação financeira estável, tinha o que queria ter e acreditava viver feliz. Até que começaram a aparecer dificuldades.

A primeira delas foi a demissão do pai. Excelente funcionário, amigo de todo mundo, sofreu um acidente e acabou ficando inválido. Um tombo grande, que abalou as estruturas da família.

O pai era do tipo ativo, que gostava de sair, de tomar cerveja com os amigos, e de repente se via incapaz de fazer o que mais gostava. Em casa, foi pouco a pouco definhando. Definhando o corpo e a mente.

Aquele que antes era simpático, um exemplo a ser seguido, começou a se entregar. Não saía mais de casa, ficava todo o tempo reclamando da sorte. E começou a descontar sua raiva da vida em Mitro.

No começo, ele entendia perfeitamente. Tudo era culpa do acidente e rapidamente iria passar. Não passou. Piorava a cada dia. E ele tentava, a todo custo, ajudar o pai a voltar a gostar de viver. Mas não tinha sucesso nunca. E ele não podia interferir na decisão do pai.

A família, aos poucos, foi desmoronando. Ele definitivamente não tinha mais um lar. O pai e a mãe brigavam todo o tempo, e no pouco tempo que ele estava em casa, brigavam com ele também. Ele começou a se chatear de verdade.

A oportunidade de mudar veio. Não seria uma mudança fácil. Ele iria sair de casa. Sozinho e ganhando pouco dinheiro. Pela primeira vez na vida, a vontade de mudar foi maior do que a força do comodismo. E foi.

O que aconteceu foi que, aos poucos, as coisas estão se ajeitando para Mitro. De vez em quando ele visita os pais, que continuam brigando por opção. Mas com ele, pelo menos, as coisas haviam melhorado consideravelmente.
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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Olhares proibidos

Quem ela é? Orifah.
Por que ela é interessante? Porque ela está disposta a se arriscar para viver uma aventura.

“…vou espalhar meu amor por aí,
e ai de você se entrar na minha frente!
Hoje à noite eu só quero é me divertir...”

Seu Cuca. Já que você não me quer mais.

A Personagem

Orifah é uma garota interessante. Tem personalidade forte, fala o que pensa e, principalmente, faz o que acha que deve fazer. Não que passe por cima dos outros, apenas não deixa que eles controlem sua vida. E consegue assim mesmo passar uma imagem excelente aos que têm a oportunidade de conviver com ela. É alvo de comentários, sem dúvida. Alguns deles invejosos. A maioria, na verdade, fica admirada.

A História

A história de hoje ainda está na cabeça de Orifah como uma de suas noites mais divertidas. Para que isso acontecesse, ela simplesmente quebrou as regras. Quase todas, diga-se de passagem.

A festa era de gala e ela era uma das poucas que usava vestido curto. Fazia frio. Ela se permitiu beber bastante, e isso fez com que começasse a enxergar outros ângulos do lugar. Abandonou a roda de amigas e foi andar um pouco sozinha.

Entusiasmada, ela não deixava de dançar animadamente, sempre com a garrafa na mão. Aos poucos, começou a atrair olhares, que ela não retribuía. Ela só queria se divertir. Até que ela avistou Jyu. Mas ele era fruto proibido, mesmo que ela ainda não soubesse.

Tudo de repente ficava interessante. Jyu fazia bem o tipo de Orifah, e ela resolveu retribuir pela primeira vez a um olhar. E deu as costas logo depois. Ele a seguiu. Quando ela notou, pareceu gostar bastante do que estava vendo e se afastou ainda mais.

Quando já estava distante do barulho da festa, começou a andar mais lentamente, para que ele a alcançasse. E não demorou muito. Para o espanto de Orifah, Jyu a havia seguido para anunciar o interesse de um amigo nela. Mas era Jyu quem ela queria.

Por um instante, pensou. No seguinte, justificou a negativa com máxima sinceridade. Jyu, desconcertado, revelou seu compromisso. Àquela altura, ela não podia mais se importar. Os dois se beijaram. E as coisas não pararam por ali.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Toda derrota deve ser comemorada

Quem ela é? Tyla
Por que ela é interessante? Porque ela percebeu que ser derrotada poderia fazê-la muito mais forte.

“…It's much better to face these kinds of things
with a sense of poise and rationality…”

Panic! at the Disco. I write sins not tragedies.

A Personagem

Tyla era uma menina exemplar. Espontânea, comunicativa, inteligentíssima. Uma carreira brilhante pela frente. Bem relacionada, bem intencionada. E humilde. Tipo de pessoa em extinção hoje em dia. Para ela, tudo era motivo de comemoração e festa. E como sabia festejar! Gostava de estar entre amigos, se sentia bem e confortável entre eles, e sabia que com eles poderia crescer sempre.

A História

Com um currículo tão brilhante e uma personalidade tão marcante, Tyla não colecionava muitas derrotas em sua vida. Batalhas, algumas. Derrotas, ainda não. E lá estava ela indo para mais uma de suas batalhas, talvez a mais difícil da carreira até então.

O concorrente? Plyde. Um cara inteligente, não havia como negar. Mas talvez um pouco menos estruturado do que ela estava para aquela batalha. Plyde era mais conhecido, mais popular na disputa e queria uma conquista que, vista a olhos leigos, era mais prestigiosa que a de Tyla.

Acontece que as chances de Tyla ser bem sucedida dali em diante eram visivelmente mais concretas. Mas talvez não fosse tão visível assim. Plyde se apresentou, falou de suas conquistas anteriores. Falou bem, mas faltou conteúdo.

Tyla foi completa. Estratégica. Inteligente e simpática como sempre era. Respondeu a tudo o que foi perguntado. E agora era finalmente a hora do confronto. Faltou esclarecerem, vejam só, o tamanho da dificuldade que Plyde encontraria para se dar bem caso fosse o escolhido.

E Tyla perdeu. Realmente, política é coisa de gente que pensa. E todo mundo tem que votar no país, muito embora nem todo mundo pense. E o ciclo vicioso segue, como no dia em que elegerão robôs para Chefes de Reportagem.

Mas robôs não entendem de comunicação. Mas quem se importa? O importante é que Tyla não se abalou. Aproveitou a derrota para comemorar. Comemorar, sim. Ela sabia que o que a esperava ia muito além daquela derrota.
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domingo, 23 de agosto de 2009

O susto na montanha

Quem ela é? Djore.
Por que ela é interessante? Porque ela vive de acordo com o que seu coração pede.

“…I've had nowhere to go,
missed the bus, missed the show.
I've been down on my luck,
I've felt like giving up.
My life locked in a trunk
when it hurt way too much…”

Nelly Furtado (participação: Juanes). Te busqué.

A Personagem

Djore é uma garota tranquila, simpática e muito atraente. Com as amigas com as quais tem mais intimidade, mostra uma personalidade mais irreverente e descontraída. Para quem não conhece, parece levemente tímida. Para sua família, uma incógnita. Ela não tem um relacionamento de amizade com as pessoas em sua casa a ponto de permitir que elas a conheçam de verdade. Ela tem medo que não gostem do que descobrirão.

A História

Djore, como já dito, é bastante intuitiva, e costuma agir de acordo com o que sente, e não conforme pensa. A história de hoje é uma aventura que nossa protagonista escolheu viver, e que não teve o final que ela esperava.

Djore tinha um namorado, Litted. Seus pais, obviamente, não sabiam do romance. Litted era um cara mais velho, quase formado, com quem ela se sentia segura e protegida e pretendia quem sabe dividir o futuro.

Normalmente, eles se encontravam na casa dele, um lugar pequeno, mas aconchegante, onde Litted morava sozinho. Um dia, porém, ele fez um convite inusitado: queria passar um fim de semana com ela, longe de tudo e de todos. Ela aceitou.

Inventou uma história qualquer para os pais e fugiu com ele. O destino era uma cidade montanhosa, fria e linda. Iriam acampar, tomar chocolate quente e dormir de conchinha. O fim de semana romântico perfeito. Partiram.

A sexta-feira foi deliciosa, lareira, cachecóis, um pouco de conversa e amor esquentado pelo fogo. No sábado, a surpresa (Litted não é um monstro, agora chegou a hora de você parar de imaginar que ele fará alguma coisa ruim a ela. Ele a amava.).

Uma batida na porta assustou o casal que dormia abraçado às duas da tarde. Litted abriu a porta e foi jogado ao chão por um pai furioso, que mandou a filha recolher as coisas para que eles fossem embora imediatamente. Ela obedeceu, para evitar maiores constrangimentos.

O pai proibiu Djore de ver Litted. Ele já desconfiava do relacionamento há algum tempo e soube por uma fonte infeliz dos planos do casal para o fim de semana.

Litted acabou terminando o romance com ela, por não conseguir viver uma relação estável e saudável. Mas o amor dela não tinha acabado. E o pai se perguntava porque a garota não conversava com a família.
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Perversões de Wix

Quem ela é? Wix.
Por que ela é interessante? Porque ela sabe usar os jogos de amor a seu favor.

“...xeretei, pra valer, sua vida tintim por tintim
e agora já sei que você também gosta de mim...”

Luan e Vanessa. Além da imaginação.

A Personagem

Wix é de uma perversão ingênua deliciosa. Sabe se impor, sabe atrair a atenção de qualquer homem, e sabe também ser a mais discreta das meninas. Aprendeu a jogar com o amor cedo, por ser tímida demais para se expor como gostaria. Com a prática, ela consegue hoje se expor exatamente como quer, se fazer notada e garantir boas noites de amor, além de praticar um bem constante ao próprio ego.

A História

A história de hoje é apenas uma das inúmeras perversões de Wix. Talvez a mais recente, ou a mais marcante. Apenas uma das preferidas dela, que compartilho agora com vocês.

Wix tinha um admirador, Dexter. Ele não imaginava que ela sabia o quanto mexia com ele. No começo, ele apenas tentava ser simpático, e ela retribuía. Ela também o achava interessantíssimo e não via a hora de esquentar aquela relação.

Ele, porém, como todos os caras que ela conhecia, era mais lento do que ela gostaria que fosse. Wix fazia elogios sinceros, se exibia exatamente da forma como sabia que ele mais gostava, e se certificava, a cada vez, com a reação no rosto de Dexter, que ele gostaria de retribuir à altura.

Um dia, Dexter descobriu uma das perversões de Wix e tentou induzi-la a confessar. Ela notou na mesma hora, mas preferiu, esperta que era, fingir que nada estava entendendo. Ele riu malicioso e mais uma vez se despediram.

Algumas conversas se passaram sem que aquele assunto voltasse a ser pauta, até que ele fez o mesmo comentário maldoso novamente. Ela simplesmente confessou. Tudo. Absolutamente como havia acontecido, com uma riqueza de detalhes que ele jamais poderia sonhar.

Wix se deliciou com a expressão espantada e curiosa de Dexter, que queria saber mais e mais detalhes, ficando extasiado a cada nova página da história que descobria. Wix se divertia.

Em seu interior, ela sabia que agora era apenas uma questão de tempo para que seu relacionamento com Dexter saísse das conversas amigáveis e ficasse tão interessante quanto ela queria que ele fosse desde as primeiras vezes que se falaram. E agora quem se empolgava era ela.
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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Quanto vale uma aula chata?

Quem eles são? Xilin e Elif.
Por que eles são interessantes? Porque eles sabem como é bom voltar à infância.

“...Splish splash fez o tapa que eu dei...”

Roberto Carlos. Splish splash.

As Personagens

Xilin e Elif são amigos há bastante tempo. Xilin é uma garota inteligentíssima, daquelas bem informadas sobre tudo o que aparece nos jornais. Além disso, é bem humorada e sabe ajudar os amigos quando eles precisam. Ela dá muito valor às amizades. Elif é um garoto um pouco menos compromissado, daqueles que gostam de fazer a turma rir. É inteligente, também, mas é um pouco mais relapso, daquele tipo que, se estudasse, seria com certeza destaque na turma. O problema era estudar... Juntos, eles formaram uma dupla inseparável nos tempos do colégio.

A História

Não. Não se trata de mais uma história de amor. Xilin e Elif, embora muito amigos, nunca foram apaixonados um pelo outro. Muito pelo contrário, eles confidenciavam suas paixões um ao outro e sabiam se entender muito bem, às vezes sem dizer palavra. A história de hoje é apenas uma travessura, daquelas que todo mundo que viu vai se lembrar pra sempre.

Na sala de aula, sobre o tablado, o professor Liu. Uma figura interessante, que talvez um dia possa figurar aqui como personagem. Liu é excêntrico, gosta de chamar atenção, gosta de mostrar o poder que exerce sobre os alunos. Na primeira carteira da sala, Elif, com Xilin logo atrás.

Aula chata. Professor chato, que dominava o assunto menos que a turma. Nas mentes aguçadas de Xilin e Elif, uma oportunidade. Elif se virou para trás, cochichando com a amiga. A amiga fez um sinal positivo, indicando que o plano seria posto em prática em breve.

Discursando sobre coisas desinteressantes, o queixo do professor caiu: num impulso, Elif se virou para trás com violência e a turma ouviu um estalo seguido por um abaixar de cabeça súbito de uma chorosa Xilin. O professor havia acabado de presenciar um gigantesco tapa na cara da garota.

Escandaloso como era, Liu começou a discursar, dizendo que o garoto não poderia ter tido tal atitude, inadmissível até mesmo se fosse em outro garoto, quanto mais em Xilin, protegida pela maior parte do corpo docente. Elif não esboçou reação.

Terminado o show, Elif simplesmente disse que não havia sequer encostado na menina, e ela levantou o rosto, rindo solto. Liu, sem entender nada, ainda questionou, e foi preciso explicar que Elif havia feito o barulho do tapa na própria mão enquanto a garota somente abaixara o rosto. O professor ficou atônito. Para os dois, apenas a reação de Liu tinha feito valer aquela aula.
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domingo, 16 de agosto de 2009

Amor de nerd adolescente

Quem ele é? Rick.
Por que ele é interessante? Porque ele teve peito para encarar um amor à distância.

“Eu ainda nem te conheço,
nem você me conhece direito.
[...]
mas se você ainda me quer,
eu fui feito pra você...”

Menores Desacompanhados. Eu fui feito pra você.

[off] Bandinha maneira! Myspace deles pra quem quiser! [/off]

A Personagem

Rick é estudante universitário de exatas. Estudioso, nerd mesmo. E como todo bom nerd, adora um computador. O que o torna em um nerd mais interessante que o demais são as relações que ele construiu na rede. Grandes amigos, que vão muito além de amizades virtuais, embora realmente com alguns o contato não ultrapasse o computador; e um grande amor. Amor que ele encarou e que se transformou na história de hoje.

A História

Tudo começou quando Trinity enviou para ele um recado na internet, dizendo que o achava interessante. Ele nem ela levaram aquilo a sério, por muito tempo. Até que um dia, aquele recado pareceu fazer sentido.

Conversando, também pelo computador, os dois descobriram muitas coisas em comum, como, aliás, tinha que ser. E Rick descobriu que ela realmente o achava interessante como havia mandado na mensagem que ele não levou a sério.

Descobrindo os interesses em comum o futuro casal “começou a perceber” que um fazia o tipo do outro. Tudo era perfeito para que se conhecessem pessoalmente e começassem um lindo romance, a não ser por um pequeno detalhe: eles moravam milhares de quilômetros de distância um do outro.

O que para qualquer pessoa seria um problema gigantesco, para os dois era apenas uma questão de tempo. Tempo para conseguirem se encontrar. Mas não seria esse único problema o responsável por fazer Rick e Trinity desistirem do amor que descobriram sentir um pelo outro. Amor de nerd adolescente? Poderia até ser, mas isso para os dois era irrelevante.

Depois de alguns meses namorando virtualmente uma pessoa que ele jamais havia sequer abraçado, e com uma fidelidade de dar inveja a muitos casais convencionais, Rick conseguiu realizar sua grande vontade: juntou dinheiro, comprou passagem e avisou a Trinity que o encontro dos dois estava finalmente, com data marcada.

Nervosismo, ansiedade e toda aquela emoção de um casal que está prestes a se formar invadiram o peito de Rick, com a diferença de que seu casal já estava formado há quase meio ano. Se ela ia gostar dele? Ela já gostava, mas seu coração não conseguia parar de se fazer essa pergunta.

Finalmente, depois de horas de viagem, eles se encontraram. Se foi bom, não sei, mas o que posso adiantar é que eles já se encontraram outras vezes, comemoraram o primeiro ano de namoro e, hoje, fazem planos para o futuro!

[off2] Escrevi um texto em parceria com o Felipe Marquezelli que ele postou no blog dele. Para quem quiser dar uma olhada, o texto se chama Prosa livre. [/off2]
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A primeira transformação

Quem ele é? Ryan.
Por que ele é interessante? Porque ele descobriu e encarou o segredo de sua felicidade.

"...Super vitamina dos reflexos
tão complexos
de ambos os sexos..."

Erasmo Carlos. Close.

A Personagem

Ryan era um garoto que cresceu numa família de mulheres. Muitas irmãs, tias, primas, mãe e um pai que não era uma pessoa muito presente. E era com elas que ele brincava, à medida que crescia. Suas referências sempre foram elas, as mulheres. E quando o garoto chegou na puberdade, notou que as referências dessem a ele mais do que simples entendimento do universo feminino. Ele se sentia pertencente àquele universo.

A História

Muitos Ryans existem, espalhados pelo mundo. Mas com poucos deles aconteceu o que aconteceu com nossa personagem de hoje tão rapidamente. Passando para o ponto em que é necessário chegar para compreender a história dele, começamos com seu primeiro beijo: em uma garota.

Dara foi a experiência que permitiu a Ryan descobrir sua homossexualidade. Muito além disso, ele descobriu que não era um menino, a não ser pelos órgãos que comprovavam seu sexo. E ele decidiu que, se se sentia como uma menina, era assim que ia se comportar.

Pouco tempo depois, o cabelo já estava comprido, bem cuidado. Unhas impecavelmente feitas e os pelos no corpo desapareceram como magia. Para a mãe, apenas um garoto asseado que gostava de sua aparência delicada. Ele realmente era muito bonito.

Vestido normalmente, ele disse para a mãe que iria para uma festa. Não mentiu, embora antes tenha passado na casa de sua melhor amiga, Lígia. Ali aconteceu a primeira transformação. A camiseta deu lugar a um sutiã de enchimento e uma camisa jogada de lado. A calça jeans ficou mais apertada.

O cabelo ganhou um penteado feminino e a pele, maquiagem. Ana (ou Ryan) foi para uma de suas noites mais divertidas. Dançou, se empolgou, fugiu da realidade que não pertencia a ele para viver o mundo dela. Da próxima vez, pensou, já podia até arrumar um namorado.

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

A mensagem de Jack

Quem ele é? Jack.
Por que ele é interessante? Porque ele tem a capacidade de aproveitar as oportunidades.

"Os seus olhos são espelhos d'água,
brilhando você pra qualquer um..."

Preta Gil. Espelhos d'Água.

A personagem

Jack não tem um passado triste para contar. Alto para sua idade, branco de esconder do Sol, olhos azuis. Jack sempre morou em lugar privilegiado de sua cidade, estudou em boas escolas e ganhou oportunidades da vida. A diferença entre ele e tantos outros jovens com as mesmas condições é que ele, com seu jeito discreto, agradável, ora tímido, conseguia detectar as oportunidades que surgiam dia após dia. E assim se transformou num grande homem que, embora não soubesse o que queria, poderia querer o que fosse que seu sucesso seria garantido. Garantido, eu disse. Ele definitivamente não era apenas mais uma promessa.

A história

Muitos episódios interessantes marcam a história de Jack, e talvez ele volte a permear este blog sob outra identidade. Mas a história de hoje é uma história de amor. Jack, como já disse, não era um garoto como os outros. Assim sendo, suas amizades também não poderiam ser convencionais. Jack tinha duas grandes amigas: Phil e Lodi.

E as amigas de Jack eram para ele como irmãs. Irmãs que compartilhavam segredos, compartilhavam angústias e com certeza jogariam com ele belas partidas de futebol. Mas a vida resolveu pregar uma peça neles. Phil era uma daquelas meninas fáceis de gostar, que mantinha bom relacionamento com todos. Lodi era mais séria, daquelas que selecionavam as pessoas com quem convivia e não se importava muito com o que fossem achar disso.

E Lodi escolheu Jack. E Jack, por sua vez, descobriu gostar de Lodi. Phil, desesperada, se encontrava no meio de uma situação delicada. Compartilhava os desejos de ambos os amigos, mas não podia se envolver. Não seria ela a responsável pelo término de uma amizade.

O tempo passou e o amor entre os dois ficava cada vez mais evidente, embora apenas um e outro parecessem não admitir. E Jack, aventureiro, decidiu partir. Seguiu em direção ao mar, de onde Lodi ficou olhando, uma lágrima contida nos olhos. Phil se deitou ao lado da amiga, na areia da praia, para contemplar a lua.

Quando levantou-se, Lodi não mais estava ali. Nadava, em pleno luar, rumo à imensidão. Phil ficou estarrecida, mas percebeu que não podia interferir, e se deitou de novo. Lodi e Jack se encontraram e selaram com bênçãos celestes o que seria um dos mais lindos romances já narrados.

Naquele momento, Jack rabiscou um pergaminho explodindo sua felicidade com a discrição que lhe era peculiar e só ele poderia exprimir num momento daqueles. Com um sorriso aberto, ele imaginou a reação de Phil quando recebesse a garrafa com a novidade. Mas essa já seria uma outra história.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

história colorida de gente desconhecida

"...but you, my dear, have been discovered a liar
and i'm afraid that this is building up for far too long..."

Plus-44. 155.

mundança de novo! as "aventuras do garoto que queria fazer diferente" deram lugar às "histórias coloridas de gente desconhecida". é. acho que finalmente achei um TEMA pro meu blog.

aqui, a partir de agora, vou falar sobre você. é isso mesmo. contarei a história de personagens, reais ou não, baseados em mim ou em alguém, ou baseados em ninguém.

talvez eles se encontrem. talvez não. ainda não defini. a única coisa que sei é que você pode ser um dos meus personagens. ansioso?

sábado, 8 de agosto de 2009

eu ando pelo mundo...

"eu ando pelo mundo prestando atenção em
cores
que eu não sei o nome,
cores
de almodóvar,
cores
de frida kahlo,
cores!..."

adriana calcanhoto. esquadros.

eu ando pelo mundo procurando pessoas. pessoas que entendam as pessoas. pessoas que escutem as pessoas. pessoas interessadas em pessoas.

onde estão? as pessoas (às vezes) se entendem bem, então elas têm capacidade de entender pessoas. por que não a exercitam?

as pessoas sabem muito bem prestar atenção em assuntos que as interessem. então por que não escutar assuntos que interessem às outras pessoas?

as pessoas sabem demonstrar interesse, por que parecem não saber se interessarem de verdade?

EGOCENTRISMO. o que as pessoas não conseguem entender é que ninguém vai se interessar por elas se elas não se interessarem por alguém. ninguém vai ouvi-las se elas não quiserem escutar. ninguém vai entendê-las se elas não procurarem entender as outras.

o mundo não gira ao nosso redor. quando conseguirmos entender e aceitar isso, de verdade, vamos nos tornar pessoas melhores... tenho tentado exercitar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

atitudes

"... i was always in a fight
cause i can't do nothin' right..."

p!nk. don't let me get me.

ele se cansou da guerra contra o espelho e mudou radicalmente. o resultado? ele não poderia descrever. o que sabia era que foi muito positivo. passou a encarar a vida de outra forma, e como isso refletiu em simples ações.

mais vivo. era assim que ele se sentia. ATITUDES que ele tinha preguiça só de imaginar haviam sido tomadas. e como cada uma delas fez diferença. aos poucos, ele percebeu que sua vida não seria perfeita, como a de ninguém é.

mas sua vida foi tomando um rumo que ele gostava. parou de fantasiar e agia diariamente, simplesmente, dentro da realidade. os grandes sonhos poderiam esperar. não que ele tivesse desistido deles, afinal, ele gostava de ser um sonhador por essência.

mas por enquanto, ele cultivava seus pequenos sonhos. e como era fácil sonhar! as coisas difíceis continuavam difíceis, mas as coisas fáceis deixaram de ser difíceis. ele não cabia em si.

o universo começava a conspirar a favor dele. e tantas mudanças ainda estavam por vir que uma "ponta" de ansiedade o invadia. mas já não o preocupava mais. as atitudes que tivessem que ser tomadas seriam, e ele tinha certeza que conseguiria fazê-lo.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

colecionando nada

"... estamos cansados (cansados!),
não aguentamos mais (cansados!),
sete, oito, nove, vamos escapar..."

chiquititas. até dez.

há dois dias estou arrumando meu quarto. e ainda não sei se posso dizer que cheguei na metade do caminho. dor nas costas, suor no rosto e um reencontro comigo mesmo, alguns meses ou alguns anos atrás.

posso dizer que estou exercitando o DESPRENDIMENTO. mais de dez sacos de lixo. lembranças da escola, de antigos amores, muita coisa que dá saudade quando é vista, mas também muita coisa inútil.

não sei se isso é comum, mas eu não sei definir o momento para jogar as coisas fora. coisas que certamente nunca mais utilizarei na vida, e nem me trarão nostalgia. roupas que nunca sei se já está na hora de doar para os outros.

mas como disse, estou exercitando o desprendimento. a mim está fazendo muito bem. tenho certeza que meu quarto, se um dia eu terminar essa arrumação, será muito mais um reflexo meu do que ele é hoje. agora é hora de voltar ao trabalho!

domingo, 2 de agosto de 2009

quem precisa?

"... numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
que descolorirá..."

toquinho. aquarela.

quem precisa de cores? o mundo em p&b pode ser muito mais divertido. em p&b as pessoas são mais iguais. as coisas, os lugares, são todos mais parecidos. em vários tons, como a vida tem que ser. mas muito mais próximos.

as pessoas, os lugares, as coisas, tudo é mais próximo em p&b. as músicas são mais românticas, os amores mais memoráveis, as amizades mais espontâneas. monte um filme em p&b em sua mente, e veja como as coisas se conectam com uma facilidade muito maior.

quem precisa de p&b? as cores são legais, dão vida, diversidade. o brilho no olhar fica mais intenso e temos uma infinidade de observações possíveis. porque as minhas cores são muito diferentes das suas.

as pessoas, os lugares, as coisas, tudo é mais jovem em cores. as músicas são mais dançantes, os amores mais eternos, as amizades cultuam mais as diferenças. monte um filme colorido em sua mente, e veja como as coisas se conectam de uma forma muito mais viva e intensa.

eu prefiro ser vida divertida, intensidade, igual, diferente, romântico dançante, eterno e memorável. vivo. intenso. e quero que as coisas se conectem facilmente. por tudo isso, sou cores em preto e branco.

sábado, 1 de agosto de 2009

vingança

"... i am capable of really anything..."

p!nk. please don't leave me.

será que realmente somos capazes de tudo? espero que não. porque gente querendo se matar deve ter aos montes por aí. e por que as pessoas não se matam?

naqueles dias em que tudo dá errado, te passam para trás, te traem, te apunhalam pelas costas, e você sente vontade de ir atrás da família do malfeitor e torturá-la lentamente, com requintes de crueldade, o que acontece com você?

muito provavelmente fica em casa, ouvindo uma música de fossa e maquinando a VINGANÇA em sua cabeça, até que duas taças de vinho o fazem voltar ao normal e cair numa depressão que não tem data pra acabar.

falta compreensão, é isso. as pessoas sempre têm a mania de esperar dos outros atitudes que elas mesmas teriam em determinadas situações. e aí depois fazem um lindo discurso defendendo a homossexualidade e dizendo que as pessoas têm que respeitar as diferenças.

autoconhecimento, insegurança. acho que a gente sempre deve aprender um pouco sobre nós mesmos olhando para os outros. porque aquilo que te irrita de verdade em alguém, tem grande probabilidade de se manifestar em você também.

e eu continuo à procura do amor, já que meu coração o esqueceu em algum lugar. mas ainda amo as pessoas, essencialmente.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

incertezas

"...já não consigo mais me enfrentar
(...)
quero viver o tempo que restou..."

35 ml's. frases da vida.

não vou mais falar de experiências minhas - pelo menos até a próxima vez que eu decidir fazê-lo, porque nem tenho mais credibilidade pra falar que as coisas ficarão como estão - agora falarei de meus sentimentos. acho mais digno, bonito e identificável.

já teve a sensação de angústia sem motivo aparente, sem explicação? creio que essa sensação que vai e volta com alguma frequência em quem já a teve tem suas explicações ocultas, talvez Justificarescondidas.

sei que as incertezas que rondam minha vida têm me dominado. não sei o que fazer, vou me formar e não sei o que me aguarda. não sei quando começar a procurar emprego, não sei não ser estudante. e paralelamente, sei que quero me apaixonar novamente, já faz algum tempo que isso não acontece.

ou eu estou ficando demasiado seletivo, ou então estou ficando chato. quiçá eu não esteja me permitindo. acho que é isso. ah, chegamos num ponto.

por que eu não consigo sair dos meus ciclos sem um fantasma monstruoso chamado insegurança me dominar? não consigo, não consigo! quero fazer amigos novos, mas não consigo frequentar ambientes novos.

talvez seja minha timidez novamente. talvez não. talvez eu consiga e nem sei. talvez eu nem seja tão inseguro. INCERTEZAS.

metamorfose

"... eu prefiro ser essa
metamorfose
ambulante, do que ter
aquela velha opinião
formada sobre tudo..."

raul seixas. metamorfose ambulante.

bom, quem acompanha meu blog percebeu que eu sou uma metamorfose ambulante, literalmente. e acredito sinceramente que esta seja uma característica positiva. vejo meu passado distante e percebo outra pessoa. já meu passado mais próximo me mostra o quanto planejar é EVOLUIR.

coisa de artista, acho. artista que se acostuma a viver a vida de outras pessoas tão diferentes que acabam às vezes acrescentando características ao ator que as interpreta.

posso falar de mim. queria ter a fibra do damis, de "tartuffo, o impostor". hovstad, de "inimigo do povo", talvez me emprestasse um pouco de sua firmeza ao tratar de um ponto de vista. o inspetor japp de "assassinato no beco" possui uma capacidade de análise que eu adoraria. o príncipe encantado de "nem tão felizes para sempre" é um apaixonado por natureza, quer coisa mais bonita?

o palhaço riso risada de "a formosa menina que salvou o circo" tinha a capacidade de olhar as coisas pelo lado bom. o menino que diz sim, de "aquele que diz sim, aquele que diz não", é obstinado, tem um propósito lindo e por ele aceitou sua morte. kadnno, de "o reino de lóbio", tem a sabedoria de um centauro e a força de um guerreiro.

joão mautempo de "levantado do chão" é um excelente exemplo para gerações de sua família. joão, o discípulo amado da "paixão de cristo", é leal. midipol de "voto vendido é voto traído" tem o dom da fala e muito carisma.

o enigmático de "algumas palavras sobre todos os corações" conhecia os seres humanos como ninguém. e o que falar de jesus cristo, do incrível "musical - paixão de cristo"? o homem mais admirado da história, provavelmente.

nem todos são mocinhos, pelo contrário, alguns têm caráter completamente duvidoso, para não dizer má índole. mas todos me ensinaram alguma coisa, de alguma forma. e como puderam observar, todas as pessoas têm algo de bom para nos emprestar. e nos ensinar. sempre. porque assim é o processo da evolução.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

nova tentativa

"... tenho às vezes vontade de ser novamente um menino,
muito embora você sempre ache que eu ainda sou..."
Justificar
roberto carlos. lady laura.

mais uma mudança radical. se dessa vez pega? tomara que sim!

adoro isso aqui e estava com saudade de escrever. confesso: foi o twitter... ele me fez abandonar o mundo de peter pan.

talvez seja pertinente, no post de hoje, comparar as três caras que este blog já teve.

"Meus Monólogos", "Pode me chamar de Peter Pan" e "cores em preto e branco".

os monólogos representavam um garoto que precisava falar, precisava se expor e se fazer conhecer, para que talvez assim começasse a conhecer a si mesmo. peter pan não queria crescer, não queria desperdiçar uma fase importante da vida, que para ele já tinha passado e ele não tinha usufruído como achava que devesse ser feito.

as cores em preto e branco mostram um garoto igual, mas diferente. com certeza se conhece mais, se gosta mais, se permite mais. com certeza cresceu. mas com certeza continua querendo se fazer ver. e a terra do nunca continua sendo o melhor lugar para se passar as férias.

aliás, férias acabando! preciso me concentrar no anteprojeto! preciso começar a monografia! preciso me formar! preciso CRESCER! essa não!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O que é um ator?

"... Kono karada ga kieru mae ni ima negai ga todoku no nara, mou ichido tsuyoku dakishimete ..."

Gackt. Last Song.

Pegando carona com o ilustrísssimo Fernando Pessoa, "o 'ator' é um fingidor, finge tão completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente". Pois é. Um ator pode ser o que quiser. Pode ser nervoso ou calmo, ansioso ou relaxado. Pode gostar de frutas ou de frituras, ser amável ou detestável.

Um ator pode gostar de você, pode te odiar. E pode te odiar fazendo-o acreditar que gosta de você, e vice-versa. E um ator pode estar feliz estando triste, e fazer festa em depressão. E pode ser extrovertido sendo tímido. Um ator pode ser homem, ser mulher, ser um enigma. Pode gostar de homem, de mulher, e até por animais ele pode ter fetiche.

Mas como descobrir a essência do ator? Como conhecer a verdade por trás das máscaras da tragédia e da comédia? Tente desvendar um ator. É um jogo interessante. Todos nós, atores (sim, me incluo) temos nossos mistérios e sabemos ser enigmáticos.

No meu caso, em particular, isso se deve ao meu ascendente, Escorpião. Mas, com o meio do meu céu em Leão, acabo divulgando meus mistérios, atiçando ainda mais a curiosidade de alguns e despertando a ira de outros. Ah, como eu adoro a Astrologia!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Flashback voluntário

"... I am a dreamer but when I wake, you can't break my spirit - it's my dreams you take ..."

James Blunt. Goodbye my lover.

Lá vem o Álvaro com essa história de sonhador mais uma vez. Mas é isso que eu sou em essência, não adianta.

As pessoas passam os dias tentando se convencer de que seus anseios se realizarão, que seus problemas passarão, que o tempo não vai se manifestar.

Mas e quando isso não acontece?

Caramba, ô tempinho chato! Se existe o tal do complexo de Peter Pan, pode-se afirmar com certeza ABSOLUTA que sofro dele.

Não quero deixar de ser menino! Não quero! Não quero e não vou! Pronto. Decidido. E não há quem me faça mudar de opinião. (y).

Esse negócio da idade da gente dizer como devemos agir ou que tipo de preocupação devemos ter, é, mais uma vez, uma imposição da sociedade. E acho que quem me conhece sabe que eu as abomino.

Minha amiga Laila postou em seu blog sobre a agradabilidade das crianças. De conversar com elas de igual pra igual. Belíssimo texto. Eu quero viver um pouco da minha adolescência agora, posso?

Posso assumir meus compromissos de 'adulto' e me deixar levar pela rebeldia sedutora da adolescência, não posso? Posso querer amigos adolescentes, não posso?

Não? Quem disse? 'Sou um sonhador! Você pode até pegar meu sonho, mas não quebrará meu espírito.' Quero minha 'adolescência' de volta e apenas eu mesmo decidirei se posso tê-la ou não. E eu decido que posso.

Melhor fazer o que se está pensando em fazer do que ficar anos pensando se deveria ter feito.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Talentos

"Não dá mais pra esperar nenhum segundo... "

Dibob. Um dia.

Ontem eu descobri que tenho talento para detetive. Sabe quando você vê uma pessoa na rua e quer saber mais sobre ela ou sobre as pessoas que estão com ela, algo do gênero? Pois é, descobri que eu sou capaz de investigar e achar coisas... (y)

Olha, estou fazendo o possível pra cumprir minhas metas: hoje, liguei pra fonoaudióloga novamente, e ela ainda não está atendendo. Vou precisar de uma indicação médica (quer dizer que se a pessoa quiser melhorar a fala por conta própria ela não pode? ¬¬). Orcei também minha aula de canto. R$65 por mês, uma vez por semana, contrato de no mínimo 6 meses (acho caro, maaaas vou acabar entrando...).

No mais, como disse, semana corrida, Mergulhão de Hipermídia começou hoje e eu não to com a veia muito poética. Qualquer hora eu volto!

domingo, 3 de maio de 2009

Considerações

"... Não deixe o 'blog' morrer, não deixe o 'blog' acabar..."

Alcione. Não deixe o samba morrer. [adaptada]

Feriado conturbado, desculpem a ausência de posts (aliás, parece que não fez muita falta, nem tem bombado o blog =P).

Chopada da Facom, como sempre, algo antropológico. Sem maiores comentários sobre minha participação (aliás, descobri o nome da minha participação ontem =x).

O que tem acontecido comigo? Acho que de repente me toquei que to com 21 anos e tenho que correr atrás do tempo perdido. E tem sido bom!

Ontem foi minha primeira vez (!). Não se espantem... Não é a primeira vez que vocês pensaram (mentes sujas...). Mas fiz algo que sempre quis fazer e não tinha coragem, porque, como eu disse, sou tímido. Ontem, eu saí 'sozinho'.

Sim, não ser conhecido, não conhecer 'ninguém', viver uma noite independente de tudo. Eu planejava isso há algum (!) tempo, e ontem finalmente aconteceu.

Noite legal, música legal. Abaixo das expectativas, mas um bom começo. Descobri que não é nenhum bicho de sete cabeças!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Mais um breve monólogo

"... você jamais me olhou, sequer pensou que meu olhar fosse de amor ..."

Sandy e Junior. Ilusão.

Não. Ele não estava apaixonado. Estava apenas carente. Carente de atenção, de carinho. Talvez carente de amor, mas apaixonado não estava. E como todo bom garoto que quer chamar atenção, ele tinha suas estratégias.

Trocava olhares secretos com desconhecidos, olhares que ele sabia que jamais seriam interpretados corretamente, e, se fossem, ele faria questão de desmentir tal interpretação. Ele ouvia suas músicas e viajava em performances exageradas, que ele gostaria que fossem notadas sem que os notantes percebessem que ele se empolgaria.

Ele fazia de tudo para chamar atenção, mas acabava girando em torno de si mesmo. Talvez ele nem precisasse de tanto alarde para conseguir o que queria. Um pouco mais de perspicácia poderia revelar que ele chamava mais atenção até do que gostaria.

Mas ele não era um menino atento. Não ainda.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Tenho tentado

"... You may say, I'm a dreamer, but I'm not the only one ..."

John Lennon. Imagine.

Gente, li um poema do Fernando Pessoa hoje e achei que se encaixa perfeitamente. Compartilhá-lo-ei com vocês:

(...)

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.

Se achar que precisa voltar, volte!

Se perceber que precisa seguir, siga!

Se estiver tudo errado, comece novamente.

Se estiver tudo certo, continue.

Se sentir saudades, mate-a.

Se perder um amor, não se perca!

Se o achar, segure-o!


Fernando Pessoa. O mais é nada.

Tenho tentado. A propósito, liguei para a fonoaudióloga e ela está em um curso fora da cidade. Semana que vem, marco. E hoje tenho ensaio da peça. \o/

domingo, 26 de abril de 2009

Desabafos

"... Well open up your mind and see like me, open up your plans and damn you're free, look into your heart and you'll find love love love ..."

Jason Mraz. I'm yours.

Desabafo. Preciso encontrar pessoas. Pessoas que estejam na vibe que eu estou. Estou começando a achar que estou desperdiçando tempo. E eu não me permito isso. Quero sair, quero viver, quero me apaixonar. É nessa vibe que você está? Podemos conversar.

Sabe, tenho andado confuso (novidade!), mas (acho) que estou começando a encarar de frente o que eu quero da vida. Projetos: Aula de canto, street dance, academia, teatro (sempre!), fonoaudióloga, tirar aparelho, fazer clareamento nos dentes, operar desvio de septo nasal. Por favor, me cobrem. Por enquanto, a única coisa que está feita é o teatro. No fim do ano quero ter feito isso tudo aí!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Coisas que gosto

" This is who I am and this is what I like ..."

Simple Plan. Grow up.

Quem eu sou eu não sei, e se soubesse não te diria. Não sei quem você é e você provavelmente não saberia. Posso falar, eu aposto, de algumas das coisas que gosto:

Gosto de gente diferente, de contato com outras realidades. Gosto musicalmente, do emocore à MPB de verdade. Gosto de pessoas, mais do que deveria. Gosto de toques, suspiros, isso tudo me arrepia.

Gosto de ideias, aventuras, suspense. Gosto de arte, cinema, museu e de ser non sense. Gosto de cultura, teatro, gosto de magia. Gosto de espetáculo, de dança, feitiçaria.

Gosto de circo. Gosto de gostar. Gosto de ser intenso, de amar. Gosto que se entreguem, e também de me entregar.

Gosto de surpresas, invenções. Gosto de vento na cara, brisas frescas, furacões. Gosto de lareira. Gosto da fumaça que sai da boca num dia gelado. Gosto de trabalheira, de manter-me motivado.

Gosto de energia, gosto de disposição. Gosto que você sorria, gosto de humor, descontração. Gosto de olhares, de mordidas no canto da boca. Gosto de sentar em bares, de saber que a vida é louca.

Gosto de poesia, gosto de verso e de prosa. Gosto de computadores, da virtualidade saborosa. Gosto de livros que me prendam. Gosto que me prendam.

Gosto de me apaixonar e que se apaixonem por mim. Gosto de sedução, ao meu jeito Peter Pan. Gosto de brincar, ser maroto, ser assim. Gosto de ser lido, ser ouvido, de divã.

Sou mais palco que plateia. Gosto de quebrar a ideia que alguns fazem de mim. Quando mudam, enfim, de opinião, gosto de fazer repensarem a questão.

Gosto de pensar que em mim pensaria. Gosto de carinho, atenção, de astrologia. Gosto de promessas que se cumprem. De desejos que se realizam.

Gosto de contos de fadas, de teorizar sobre a vida. Gosto de filosofia, de acreditar num mundo melhor. Gosto de privacidade, de silêncio, de festa, barulho e bagunça.

Gosto de pensar que alguém lerá até aqui. Gosto de pensar que se identificam comigo. Gosto de acreditar e rir de que já imaginam a conclusão. Gosto de crer na felicidade, amigo. E ponto.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Microtabuleiro

"... Faça você mesmo o seu microtabuleiro enquanto jogo linguístico ..."

Adriana Calcanhoto. Remix Século XX.

Cor. Sabor. Textura. Cheiro. Pele. Toque. Desejo.
Alienação. Samba. Pagode. Axé. Mulher.
Pelicano. Zebra. Macaco. Urso Panda. Percevejo.
Mão. Quadril. Joelho. Coxa. Bunda. Olho. Pé.

Desejo. Alienação. Mulher. Maca. Cu. Mão. Pé.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Procurando inspiração

"... Quem sabe você adora, quem sabe se transformará ..."

Vanessa da Mata. Baú.

Cansaço. Isso define meu estado. Mas cansaço é bom. Faz esquecer os problemas. Que também são muitos a serem resolvidos. Mas quem se importa?

O importante é que eu tive um feriado maravilhoso. Conheci uma cidade linda (Gente, o que é Petrópolis?) e descobri que uma turma unida e produtiva pode trabalhar muito e se divertir ao mesmo tempo.

Viva à produtividade! Se todos fossem mais práticos e produtivos as coisas dariam certo, fato!

Enfim, desculpem o abandono do blog, sigamos...

O frio faz a gente ficar romântico, né? Pois é... Cá estou eu mais uma vez carente... carente e sem inspiração... quem sabe minha inspiração apareça por aqui? Se aparecer, por favor, não esqueça de fazer contato...

;***

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Go to Petrópolis

"... Não importa a contradição, o que importa é a televisão. Dizem que não há nada a que você não se acostume. Cala a boca e aumenta o volume então ..."

TITÃS. A melhor banda de todos os tempos da última semana.

Sair da rotina. Tem algo melhor? Mergulhão acabando (!), e eu e toda minha turma vamos gravar um especial. O rumo? Petrópolis, terra natal de um grande amigo que tem como apelido o nome da cidade.

Quitandinha, Rua Teresa, Casa de Santos Dumont, Alemão, Itaipava, Stock Car. Isso e muito mais você só vai encontrar no Pará Jornal da Facom Especial. Prometo contar detalhes dessa história emocionante. xD

O mais legal de tudo isso, pra mim, é juntar a turma (quase - senão a japonesa me mata) toda numa viagem. Espero que consiga atualizar de lá, mas não garanto. Dessa forma, me despeço num texto também não muito emocionante.

Beijos e obrigado por me aturarem!